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Ancestralidade
Ancestralidade

Muito se ìndaga sobre esse fator. Para os yorubás, a vida não se finda com a morte.

Àtúnwa, é o nome dado ao processo divino de existência única: A continuidade da vida.

Olodùmarè, o supremo deus yorubá. No momento do nascimento oferece aos homens 

um conjunto de forças sagradas que possibilita a vida. São elas:

Ara: o corpo físico vindo da lama.

Esé: elementos do organismo humano.

Okan: coração físico e espiritual - órgão que centraliza o poder de vida e sede de inteligência,

do pensamento e da ação.

Ojiji: essência espiritual.

Emi: o sopro divino da vida.

Ori: a individualidade e a identidade.

Odu: o destino e o caminho a ser percorrido

Àsé: força movimentadora da vida.

Òrisá: guardião de cada existência humana.

 

Todos estes aspectos não morrem...

Voltam as suas origens, isto é, ao órùn, pois pertencem a olorun

e só ele pode liberá-las. 

Estas forças divinas animaram os antepassados, ancestrais, as raízes mães do àsé òrisá, ao patirem 

do aiyê para animar seus descendentes e discípulos. Esta é a grande responsabilidade de todos que 

descendem do àsé: dar continuidade na obra de nossos antepassados, pois todos são animados pelas

forças divinas que um dia animaram nossos ancestrais.

 

A ancestralidade confirma a imortalidade, pois a vida continua no órùn como ancestrais.

 

Do órùn a ancestralidade a tudo assiste no culto de òrisá. Ancestrais significam:

 

"Aqueles que um dia tiveram a energia  de vida no aiyê e que cuja energia de vida é repassada as

novas gerações, garantindo a continuidade da vida e do culto aos deuses africanos."

 

"Como conclusão: a vida presente depende da vida passada de nossos ancestrais".